Procurador da Repúblicaé filmado avançando contra advogada grávida, durante reunião com quilombolas em Araçuaí .

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O Procurador da República Helder Magno, está sendo acusado de agredir verbalmente uma advogada em Araçuai, no Vale do Jequitinhonha (MG).

O caso ocorreu no último domingo, 1º de fevereiro, durante uma reunião com as comunidades quilombolas de Girau e Malhada Preta, na zona rural do município.

A reunião , realizada em um galpão comunitário ficou tensa após o bate- boca entre a advogada e o procurador. Uma série de vídeos gravados pelos presentes registraram o Procurador Helder Magno descontrolado, gritando, xingando e avançando de forma intimidatória contra a advogada das comunidades, Lívia Santos, grávida de oito meses.

O encontro foi organizado pela Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo.

Durante a fala da advogada, que fazia perguntas e dava voz à comunidade sobre a posição dos moradores sobre o tema em discussão, o procurador interrompe a exposição, eleva o tom de voz e passa a contestar a advogada de forma hostil.

As gravações mostram o Procurador gritando, proferindo ofensas e caminhando rapidamente na direção de Lívia Santos, com gestos bruscos e dedo em riste. Moradores que estavam no galpão se levantam e formam uma barreira entre os dois. Testemunhas afirmam que só não houve contato físico porque terceiros intervieram para contê-lo.

Clique no link abaixo e veja o vídeo

https://youtube.com/shorts/dn1i3_2gwMc?feature=share

Relatos colhidos após a reunião apontam que, em meio às discussões, o Procurador também questionou a origem racial de moradores presentes, indagando se seriam “negros” ou não.

Desestabilizada após o episódio, a advogada relatou às lideranças quilombolas o impacto da cena em sua condição de gestante de risco. Ela passou por atendimento médico no hospital de Araçuaí após o episódio, e já se encontra em casa.

Segundo a advogada," todas as medidas já estão sendo tomadas em todos os âmbitos e entidades de classe, contra o Procurador".

Advogada Lívia Santos

Moradores e lideranças quilombolas classificam o ocorrido como violência verbal e psicológica em contexto institucional, ressaltando que a combinação de gritos, xingamentos, aproximação física e questionamentos sobre a identidade racial da comunidade gerou ambiente de intimidação e constrangimento.

O caso ocorreu na presença de representantes do governo de Minas Gerais e de dezenas de quilombolas que acompanhavam a reunião.

 A reportagem tentou sem sucesso, localizar o Procurador.O espaço continua aberto. para que o mesmo possa se pronunciar.

 

Gazeta de Araçuai

 


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