Polícia Federal faz operação em garimpos ilegais de Coronel Murta e Rubelita

Operação Coronéis de Murta cumpre oito mandados de busca e apreensão e bloqueia R$ 5 milhões em bens dos investigados

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16/4), a Operação Coronéis de Murta, com o objetivo de reprimir crime de mineração ilegal, em especial o garimpo clandestino de pegmatitos e de gemas, como turmalinas, nos municípios de Coronel Murta e de Rubelita, no Vale do Jequitinhonha (MG). A ação busca, ainda, a rastreabilidade de recursos minerais pertencentes à União, que foram extraídos e comercializados de forma ilícita.

As investigações identificaram como principais alvos financiadores e proprietários dos garimpos ilegais que, além de explorarem recursos minerais sem autorização, submetiam trabalhadores a condições análogas à escravidão.

No decorrer da operação, foram executadas diversas medidas constritivas, entre elas: a instalação de cinco dispositivos de monitoramento eletrônico,( tornozeleiras eletrônicas) o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, o sequestro de bens e o bloqueio de recursos até o limite de R$ 5 milhões.

Após a operação, os policiais, usando uma caminhonete descaracterizada e comandados por um delegado da PF se dirigiram para a Delegacia de Araçuai. 

Segundo o delegado Andrei Nicolas de Assunção Borges, responsável pelas investigações, cada mina operava de forma independente, ainda que estivesse próxima de outras áreas de extração.

“Existe uma organização para o funcionamento dessas minas. Há os trabalhadores que fazem a extração do mineral, os financiadores e os donos da terra, com uma pactuação e divisão do que é encontrado. São vários grupos atuando, organizados por boca de mina”, - explicou

Durante as diligências, a Polícia Federal identificou que os trabalhadores eram submetidos a condições extremamente precárias, caracterizadas como análogas à escravidão.

“Eles trabalhavam em locais sem água potável, sem espaço para alimentação e sem banheiro. As moradias eram improvisadas, feitas de madeira e lona, sem equipamentos de segurança, com trabalho braçal pesado e até uso de detonação”, afirmou 

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração sobre a atuação dos envolvidos e a destinação dos minerais extraídos de forma ilegal.

Gazeta de Araçuai


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